Justiça

PF investiga suspeita de vazamento de informações sigilosas no STJ

Operação Linceu cumpre busca no Distrito Federal; ex-servidor nega acesso indevido e advogado rejeita irregularidades.

Fachada do Superior Tribunal de Justiça em Brasília, vista a partir do jardim.
Sede do STJ em Brasília, em foto de arquivo de 2020. Foto: Superior Tribunal de Justiça. Licença CC BY 2.0. Origem da imagem.

A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira, 19, a Operação Linceu para investigar se um servidor então ligado ao Superior Tribunal de Justiça facilitou o acesso de terceiros a informações sigilosas de processos. Um mandado de busca e apreensão, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal, foi cumprido no Distrito Federal.

O comunicado oficial não identifica o investigado. Segundo reportagem do UOL, o alvo é Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de tecnologia da informação do STJ, exonerado na sexta-feira, 16, após uma apuração interna.

Suspeita e manifestações dos citados

O UOL relata que a investigação aponta repasses de minutas e informações de decisões ao advogado Willer Tomaz. Pradera já havia negado ter acesso a processos pendentes de julgamento ou de acesso restrito. Em nota reproduzida pelo veículo, Tomaz negou obtenção irregular de informações e interferência em pareceres do Ministério Público Federal.

O STJ confirmou a exoneração ao UOL e informou que a investigação corre sob sigilo. A PF apura possíveis crimes de violação de sigilo funcional, peculato eletrônico, corrupção e lavagem de dinheiro.

A operação é uma etapa de coleta de provas. As suspeitas ainda estão sob investigação, e a busca não representa uma conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos.