Cultura

Mãe Senhora de Ewá deixa legado de sete décadas no candomblé de Salvador

Ialorixá morreu no sábado, 17, aos 104 anos; Ministério da Igualdade Racial destacou sua atuação na preservação das tradições e no acolhimento à comunidade.

Fachada branca do Terreiro do Gantois, em Salvador, com bandeira no alto.
Terreiro do Gantois, em Salvador, onde Mãe Senhora de Ewá foi criada, em fotografia de 4 de março de 2017. Imagem de arquivo: Paul R. Burley/Wikimedia Commons. CC BY-SA 4.0. Origem da fotografia.

Elza Bahia de Araújo, a Mãe Senhora de Ewá, morreu no sábado, 17 de outubro, em Salvador, aos 104 anos. À frente do Ilê Axé Omí Ewá, a ialorixá dedicou mais de sete décadas à transmissão dos saberes e das práticas do candomblé.

Em nota divulgada no domingo, 18, o Ministério da Igualdade Racial lamentou a morte e ressaltou a contribuição da religiosa à cultura afro-brasileira. A pasta também lembrou o acolhimento de pessoas realizado por ela em sua comunidade.

Formação e continuidade

Mãe Senhora foi iniciada por Mãe Menininha do Gantois. Segundo a Agência Brasil, foi criada nesse terreiro tradicional de Salvador e havia completado 104 anos em 11 de setembro.

A agência informou que ela deixa cinco filhos, além de netos, bisnetos, tataranetos e integrantes de sua família religiosa. Representantes do Ilê Axé Omí Ewá prestaram homenagem à sua trajetória e à continuidade dos ensinamentos na comunidade.