O Grupo Ri Happy entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas, sem anunciar interrupção das lojas ou do comércio eletrônico. A medida foi protocolada no domingo, 18 de outubro, menos de dois meses depois da mudança de controle da varejista de brinquedos.

O valor envolvido é de R$ 827,4 milhões, segundo as reportagens de UOL e Exame publicadas nesta segunda-feira, 19. O processo reúne seis empresas do grupo, incluindo a PBKids. A companhia afirma ter adesão de credores, mas não detalhou no comunicado as condições de pagamento propostas.
Negociação e funcionamento
A recuperação extrajudicial permite negociar um plano com determinados credores e submetê-lo à homologação da Justiça. A apresentação do pedido não significa que o acordo já tenha sido aprovado pelo juiz nem que as dívidas tenham sido quitadas.
Em comunicado reproduzido pelos veículos, a Ri Happy diz que mantém as operações físicas e digitais e a preparação para a Black Friday e o Natal. São informações da empresa sobre a continuidade do negócio, não uma garantia de resultado da reestruturação.
Troca de controle e revisão de custos
A BluSun Capital Partners anunciou a aquisição de 100% do grupo em 31 de agosto. A transação marcou o retorno de Héctor Núñez ao comando da rede. A nova gestão informou ajustes nas equipes corporativas, mudança de sede e revisão de custos.
A empresa atribui o aperto financeiro a juros elevados, mudanças no consumo, concorrência e efeitos acumulados da pandemia. O Estadão Conteúdo também relata que o grupo busca reorganizar sua estrutura de capital. Os valores da aquisição não foram divulgados.


