Tecnologia

Google apoia árvores em pastagens brasileiras com contrato de remoção de carbono

Compromisso da empresa prevê 270 mil toneladas de CO₂; somado ao da McKinsey, acordo de dez anos chega a 320 mil toneladas, segundo a Reuters.

Gado pasta entre fileiras de árvores em sistema silvipastoril na Flórida
Gado entre árvores em sistema silvipastoril na Flórida, nos Estados Unidos, em 2002. Foto ilustrativa de arquivo; não retrata o projeto brasileiro. Crédito: Jim Robinson/USDA-NRCS, via National Agroforestry Center, CC BY 2.0. Origem da imagem. Licença.

O Google anunciou nesta segunda-feira, 19 de outubro, um acordo de longo prazo com a Working Trees para remover 270 mil toneladas de dióxido de carbono por meio de um projeto no Brasil. A proposta é plantar árvores em áreas de pastagem da Amazônia e do Cerrado, mantendo a criação de gado.

O compromisso foi assumido pela Symbiosis Coalition. Segundo a Reuters, os contratos de Google e McKinsey somam 320 mil toneladas em créditos de remoção de carbono ao longo de dez anos. Os 270 mil informados pelo Google correspondem à sua parcela, e não ao total conjunto.

Árvores, pecuária e monitoramento digital

O modelo é chamado de sistema silvipastoril: árvores e pastagens são manejadas na mesma área utilizada pelos animais. O objetivo declarado é recuperar áreas degradadas e armazenar carbono, com possíveis receitas adicionais de madeira e créditos para os produtores.

A Working Trees diz combinar imagens de satélite, aprendizado de máquina e dados coletados em campo para acompanhar o carbono. Árvores georreferenciadas e um aplicativo usado pelos produtores integram o monitoramento. O Google também destaca essa plataforma digital no anúncio.

Compromisso futuro

De acordo com a Reuters, os contratos ajudarão a financiar a recuperação de 8.700 hectares, dentro de uma iniciativa mais ampla de 50 mil hectares. A compra de créditos é um compromisso de longo prazo: o volume contratado não equivale a carbono já removido nesta segunda-feira.

As projeções de escala e os benefícios esperados são apresentados pelas empresas e pela coalizão. A avaliação do resultado depende do acompanhamento das árvores e da remoção efetivamente obtida ao longo do projeto.