
A Anthropic, desenvolvedora do Claude, anunciou no domingo, 18 de outubro, um plano para destinar 5% de suas ações a um novo fundo de benefício público. O compromisso depende de aprovação dos acionistas e não equivale a um pagamento imediato a usuários ou trabalhadores.
O Anthropic Public Benefit Fund será uma entidade integralmente pertencente à companhia. A empresa escolheu a forma de sociedade de responsabilidade limitada nos Estados Unidos, em vez de uma organização filantrópica tradicional, para manter flexibilidade entre diferentes formas de destinação dos recursos.
Participação pode crescer
O conselho poderá acrescentar outros 2% em ações a cada aumento de 50% do valor da companhia acima de uma base definida. Essa ampliação fica a critério do conselho; não é um mecanismo automático. A base de avaliação e outros detalhes serão divulgados posteriormente.
Entre os exemplos de aplicação citados estão doações a organizações sem fins lucrativos e distribuições diretas a determinados grupos. A Anthropic apontou os efeitos da inteligência artificial sobre o trabalho como uma possível área de atuação.
O que ainda falta definir
A companhia prometeu apresentar mais informações sobre estrutura, governança e marcos de avaliação nos próximos meses. O anúncio não traz calendário de pagamentos ou uma lista de beneficiários. Ações mantidas pelo fundo não serão usadas para lobby ou doações políticas, segundo a empresa.
O plano se soma a compromissos anteriores de cofundadores e empregados. A divulgação retoma o debate sobre como distribuir parte dos ganhos econômicos da IA, mas os resultados concretos dependerão da aprovação e da implementação das regras.



