Política

Equipe de Flávio propõe transição de dois anos para quem elevar renda no Bolsa Família

Daniella Marques defendeu mudança ligada a emprego e empreendedorismo; regra atual permite pagamento parcial por até 18 meses, conforme o MDS.

Flávio Bolsonaro fala à tribuna do Senado, em fotografia de arquivo de setembro de 2026.
Flávio Bolsonaro no Senado em 1º de setembro de 2026. Foto de arquivo: Carlos Moura/Agência Senado — CC BY-SA 4.0. Origem da imagem.

A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) quer ampliar para dois anos o período de transição do Bolsa Família para famílias que aumentarem a renda ao obter emprego formal ou abrir um negócio. A proposta foi apresentada por Daniella Marques, coordenadora do plano de governo, em entrevista à CBN da Bahia nesta segunda-feira, 19, segundo a Folha de S.Paulo.

A intenção ainda é uma promessa de campanha. Ela não muda os pagamentos atuais nem significa que todas as famílias seriam desligadas do programa ao completar dois anos.

O mecanismo já existe

O Ministério do Desenvolvimento Social informa que a Regra de Proteção mantém 50% do benefício por até 18 meses quando a renda por pessoa supera R$ 218, sem ultrapassar R$ 706. Famílias que ingressaram nessa regra até junho de 2025 conservaram os parâmetros anteriores, de até 24 meses.

Marques também falou em retorno automático caso a tentativa de obter renda não prospere. Hoje, o Retorno Garantido exige atualização do cadastro e atuação da gestão municipal; não é simplesmente um depósito retomado sem procedimento.

Detalhamento pendente

A aplicação de eventual mudança dependerá das regras efetivamente propostas. O anúncio não permite concluir que haverá benefício integral por dois anos nem dispensa os critérios de renda. A comparação com a política atual deve considerar tanto prazo quanto valor e condições de retorno.